segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Breve reflexão sobre o conhecimento histórico

O conhecimento histórico tem por características ser inacabado e prescindível.

Inacabado como todo conhecimento científico, mas também por causa dos eventos que analiza e das fontes que utiliza. Os eventos históricos são, por natureza, irreprodutíveis. O historiador os acessa através dos registros legados pelo tempo e suas circunstâncias, assim como pelos agentes históricos, com toda a sua carga de subjetividade inerente. A esta junta-se a do historiador, manifestada em sua metodologia e em sua interpretação. O conhecimento daí advindo pode ser revisado, sob a luz de novos estudos. Em linhas gerais, é assim que se constrói o conhecimento histórico, que pretende refletir, e apenas pode, uma parte da realidade passada, jamais a sua totalidade.

Em face das necessidades dos nossos dias, o conhecimento histórico, principalmente o que diz respeito à história mais recuada, é um artigo prescindível, deslocado para o campo da erudição. Este conhecimento não é pragmático. Porém, o saber histórico nos instrumentaliza de maneira a nos deslocarmos com mais facilidade pela vida, uma vez que nos viabiliza a compreensão da nossa realidade. Enfim, nos potencializa como seres humanos e nos capacita a agir ativamente em nosso cotidiano.

Estas duas qualidades que, inicialmente, parecem desacreditar o conhecimento histórico, pelo contrário, mostram a sua riqueza como ciência estabelecida e instrumento social. Reconhecer a sua natureza não torna a História menos relevante.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A vida em cenas

No circo, o homem pinta a cara
e faz piruetas para o povo sorrir;
no palco, o homem, num ato cênico,
teatraliza o real para o povo se divertir;
no palanque, o homem, num ato cínico,
realiza, teatral, o seu projeto pessoal,
com a cara lisa e o bolso cheio
do real alheio;
e ao povo enganado, nem pão nem circo.

Carlos Alberto de Assis Cavalcanti
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ética é valor ou contexto?

Edson Olliver

Estas eleições são bem atípicas, tanto a nível estadual como federal.  Circula nos bastidores, bares e cafés, nas teorias das ruas, que o seu resultado vai nos responder uma pergunta muito séria: a ética é um valor ou apenas uma percepção contextual e situacional? Ou seja, a ética seria a melhor política ou é um valor cultivado somente por pessoas de princípios? E onde estão os princípios? Eles ainda existem, a começar pelos constitucionais? O recente episódio da sabatina sem a governadora Yeda foi emblemático vindo de onde veio, de mestres. É coisa de cúpulas isoladas ou é de bases unidas? Reflete um realismo? Não seria o caso de todos não aceitarem e se negarem a ir sem se operar princípios constitucionais, ainda mais pessoas do porte que foram ao evento?

Quem tem formação jurídica deveria ser o primeiro a cobrar respeito aos valores e princípios constitucionais ou não? São várias as questões em aberto. O Marketing de Kotler superou a ética? A visão de Porter é uma realidade? Al Ries tem razão? Ou somos uma Nação da estética que supera a ética? Ou apenas dobramos uma esquina errada? Estas eleições vão responder todas as questões, a começar pelo nível de maturidade democrática, da ética, da estética, da dialética, dos princípios. Mas, principalmente, do grau de hipocrisia. Quanto mais madura uma democracia, menor o grau de hipocrisia, eis a velha premissa. Estarão certos os cientistas políticos e sociais? Só as urnas irão nos responder. O momento da verdade vai emergir do tipo de povo que somos. E está próximo.

MBA em Gestão


http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=39069&codp=1451&codni=3 - sítio acessado em 02/09/2010 às 11:48h.
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